A desincompatibilização fora do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), culminou no indeferimento da candidatura de Aldenize Vieira, então suplente na chapa encabeçada pelo deputado federal Francisco Praciano (PT), candidato à única vaga disponível para o Amazonas no Senado Federal. De acordo com informações repassadas pelo deputado, Aldenize Vieira é funcionária pública e deveria ter se afastado das funções seis meses antes do pleito. Mas, a exigência do tribunal foi acatada por Aldenize com três meses de atraso.
Não é a primeira vez que a tentativa de alçar voos maiores de Praciano sofre interferência. Há poucos meses, quando lançou seu nome à vaga, o petista enfrentou uma rejeição explícita do Partido dos Trabalhadores, que em âmbito nacional se mostrou contrário a sua vontade. A batalha chegou ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), com o pedido de impugnação da candidatura.
Quem deverá substituir o nome de Aldenize na chapa é Francisco Ribeiro Jorge Guimarães. Praciano disse não ter qualquer ligação com a decisão de escolha de Francisco e declarou que a medida foi coisa da Executiva Municipal. “É algo do partido, nem cheguei perto disso. Em nenhum momento me meti nessa conversa”, declarou o petista.
Francisco Guimarães tem 52 anos, é casado e exerce a advocacia. Ele já foi presidente municipal do PT e secretário de direitos humanos na gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB).
Psol com problemas
O Partido do Socialismo e Liberdade (Psol) também vem enfrentando dificuldades na sua composição ao Senado. O problema aconteceu com a 2ª suplente Alcione Ribeiro, que teve a candidatura indeferida pelo TRE por não ter cumprido o prazo de entrega da certidão criminal exigida pelo órgão. A candidata não recorreu da decisão.
O candidato majoritário ao Senado, Marcos Antônio de Queiroz, ressaltou que a candidatura do partido não foi prejudicada e a escolha por não recorrer junto ao TRE, foi pensada em consonância com o que é permitido pela atual legislação. “Poderíamos recorrer ou substituir o candidato, e decidimos pela substituição. Nossa candidatura não sofreu nenhum arranhão”, explicando que a demora na entrega do documento por parte de Alcione, aconteceu por problemas logísticos.
Segundo Queiroz, Alcione Ribeiro é domiciliada no município de Coari e encontrou dificuldades para ir até a cidade solicitar o documento. “Para quem mora em Manaus tudo é mais fácil, esse documento pode ser pedido por meio da internet, mas quem mora no interior precisa ir pessoalmente. Ela levou três dias para chegar a Coari e quando chegou lá, a comarca estava sob recesso jurídico. Para voltar, perdeu mais três dias, e quando finalmente chegou a Manaus, o prazo do TRE já tinha expirado”, disse.
A escolha do novo suplente do Psol está em andamento e está em torno de dois nomes, que não foram revelados pelos integrantes do partido.
Por Joelma Muniz (Jornal EM TEMPO)
Suplente de Praciano está fora da disputa eleitoral
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