segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Otan vê "alta probabilidade" de invasão russa enquanto tropas ucranianas se aproximam de Donetsk

O combate pela cidade pode ser um ponto de virada decisivo em um conflito que tem provocado o maior antagonismo entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria - foto: Reuters Brasil O combate pela cidade pode ser um ponto de virada decisivo em um conflito que tem provocado o maior antagonismo entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria – foto: Reuters Brasil


A Otan disse nesta segunda-feira haver uma “alta probabilidade” de a Rússia invadir a Ucrânia, onde o governo afirma que suas forças se aproximam de Donetsk, principal cidade controlada pelos rebeldes pró-Rússia.


Kiev afirmou estar nos “estágios finais” para recuperar Donetsk, de longe a maior cidade sob comando dos rebeldes pró-Rússia. O combate pela cidade pode ser um ponto de virada decisivo em um conflito que tem provocado o maior antagonismo entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.


Metrópole industrial com uma população pré-conflito de cerca de 1 milhão de pessoas, o principal reduto dos rebeldes foi agitado por bombardeios e trocas de tiros durante o fim de semana e armamentos pesados se movimentaram rapidamente nos arredores da cidade na madrugada desta segunda-feira.


A Ucrânia aparenta pressionar sua ofensiva adiante, sem se intimidar com a presença de milhares de soldados russos na fronteira próxima entre os países, que segundo a Otan estariam preparados para uma invasão por terra.


Um porta-voz militar ucraniano disse nesta segunda-feira que a Rússia reuniu cerca de 45 mil homens na fronteira com a Ucrânia, com o apoio de equipamento pesado incluindo tanques, sistemas de mísseis, aviões de combate e helicópteros de ataque.


Kiev disse no últimos dias que tem sido bem-sucedida em usar a diplomacia para prevenir que a Rússia lance uma invasão por terra para proteger os rebeldes com a desculpa de uma missão humanitária. Moscou anunciou na sexta-feira que estava encerrando seus exercícios militares na região.


Mas o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que não houve nenhum sinal de retirada das tropas concentradas pela Rússia na fronteira.


Questionado em uma entrevista à Reuters sobre o quão altas ele classificaria as chances de uma intervenção militar russa, Rasmussen disse: “Há uma alta probabilidade.”


“Vemos os russos desenvolvendo a narrativa e o pretexto para uma operação como essa sob o disfarce de uma operação humanitária, e vemos um acúmulo militar que poderia levar a tais operações militares ilegais na Ucrânia”, afirmou.


A Otan acredita que qualquer missão humanitária russa seria usada como pretexto para resgatar rebeldes, que lutam pelo controle de duas províncias sob o slogan de uma “Nova Rússia”, termo que Putin tem usado para se referir às regiões sul e leste da Ucrânia, onde o russo é a língua predominante.


Apesar da presença de tropas russas na fronteira, Kiev segue adiante com sua ofensiva, aparentemente calculando que a pressão do Ocidente deve deter o lançamento de uma invasão por Putin.


Nesta segunda-feira, o Kremlin descartou uma operação humanitária unilateral. O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, disse que Moscou somente enviaria ajuda humanitária como parte de uma missão internacional, palavras que podem ser interpretadas como uma tentativa de reafirmar ao Ocidente e a Kiev que Moscou não planeja uma invasão.


Com informações da Reuters Brasil

















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