No Dicionário Informal da Língua Portuguesa, disponível na internet, existem definições curiosas para alguns termos. Um deles é o popular “rabo preso”, classificado como “aquela pessoa que deve moralmente; relativo a alguma coisa que a pessoa fez indevidamente”.
Ou seja, se fez algo indevidamente, não pode falar dos outros. No site do tal Dicionário Informal, os sinônimos para “rabo preso” são: comprometido, corrupto, ilegal, fora-da-lei. Outros termos ou palavras relacionadas são: infiel, que deve favor, sujo, tem algo a ser contado, saia-justa… e por aí vai.
Quanto aos antônimos, podemos encontrar: legal, honesto, limpo. Quem tem rabo preso pode até ser legal – vai que a pessoa é simpática, agradável, tem bom humor, bom papo etc. –, mas honestidade é característica quase impossível para quem tem “rabo preso”.
Porque não é simplesmente dever favor. Tanta gente deve favor e tem bom caráter, além de outras qualidades. No caso do “rabo preso” legítimo, o favor devido geralmente envolve sujeira, falta de escrúpulos, praticamente nenhum caráter, entre outras dezenas de adjetivos.
Alguns exemplares da “espécie” dormem tranquilamente, sem preocupações avançadas, enquanto outros não conhecem a paz, vivem atordoados, aflitos. Bom mesmo é ser livre, compromissado com a verdade, sem amarras, sem mentiras, sem “rabo preso”. O antropólogo Roberto da Matta tem razão: “Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”.
É dura a vida do ‘rabo preso’
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