terça-feira, 12 de agosto de 2014

Calcário amazonense mais barato para o agricultor

Incentivada pelo governo do Estado, fábrica do insumo já vendeu mais de mil toneladas para produtores rurais do Estado – foto: Alex Pazzuelo/ Agecom Incentivada pelo governo do Estado, fábrica do insumo já vendeu mais de mil toneladas para produtores rurais do Estado – foto: Alex Pazzuelo/ Agecom


Mais de mil toneladas de calcário dolomítico, utilizado na agricultura, produzido pela primeira fábrica de calcário do Amazonas, já foram vendidas para produtores rurais de Manaus e dos municípios de Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo.


Inaugurada há cinco meses, a fábrica Calnorte Ltda recebeu incentivo fiscal do governo do Estado, o que permitiu a comercialização do produto por um preço bem abaixo do praticado pelo mercado atualmente.


O agricultor amazonense pode comprar o calcário dolomítico por R$ 160 a tonelada, graças à isenção do pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS). O governo também vai subsidiar o transporte do calcário para os municípios mais distantes do interior.


De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), 24 produtores, de seis municípios, já compraram o calcário mais barato. Segundo um dos sócios da fábrica Calnorte, Francisco Cruz, também já está em negociação a venda do produto para os municípios de Apuí, Humaitá e Maués.


“A negociação com o município de Apuí está mais adiantada. Já fechamos a venda de três mil toneladas do produto. Em Humaitá e Maués, as cooperativas estão fazendo o levantamento dos produtores interessados, para então fecharmos a venda”, explicou Cruz.


O empresário destaca que a fábrica tem capacidade de produção de 60 toneladas por hora do produto e atualmente possui duas mil toneladas prontas para serem vendidas. Ele acredita que, para o pouco tempo de funcionamento da indústria, a quantidade já comercializada é satisfatória e que a tendência é o crescimento dessa demanda nos próximos meses.


O gerente de Apoio à Produção Vegetal do Idam, Pedro Benício Barros, também acredita no crescimento do interesse pelo calcário mais barato por parte dos produtores, principalmente com a comprovação da qualidade do material. “A expectativa é que esse consumo cresça, principalmente porque o uso do calcário é muito importante para o nosso solo”, disse.


Segundo Pedro Benício, o Idam trabalha na elaboração de projetos para produtores que desejam adquirir o mineral. Afirma que o Idam comprará o produto, por meio de pregão eletrônico, para distribuí-lo a produtores da região do Rio Negro.

















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