terça-feira, 12 de agosto de 2014

A verdade sempre aparece

Mentir: afirmar aquilo que se sabe ser falso ou negar o que se sabe ser verdadeiro. Enganar, iludir, ludibriar. Um dos maiores nomes da nossa cultura, o escritor Machado de Assis deixou, além de um legado literário venerável, uma frase inexoravelmente verdadeira: “A mentira é, muitas vezes, tão involuntária como a respiração”. É verdade. Parece fácil mentir, mas ser descoberto também. Há vários tipos de mentirosos – a exemplo dos puxa-sacos e rabo presos mencionados nos editoriais anteriores deste jornal –, mas existe um que ainda intriga os que optam pela verdade: o mitômano. O mitômano é o mentiroso compulsivo. “Mente com tanta convicção que é capaz de acreditar na própria mentira. Faz da mentira sua principal qualidade. Adquire dependência da mentira e passa a ter necessidade de mentir”. Um estudo realizado pelo professor de psicologia da Universidade de Massachusetts (EUA), Robert Feldman, afirma que uma pessoa conta, em geral, três mentiras a cada 10 minutos. Parece uma afirmação exagerada, mas…


Conforme Feldman, existem oito maneiras de se identificar um mentiroso: 1) morde ou lambe os lábios; 2) cordas vocais ficam mais alteradas; 3) desvio do olhar enquanto conta a mentira e depois passa a olhar atentamente para ver se a “vítima” acreditou; 4) garganta e boca secas; 5) encobre parcialmente a boca; 6) Toca o nariz em momentos de tensão; 7) ergue levemente um dos ombros e 8) tem expressão facial falseada. Identificou alguém do seu convívio? Não é tão difícil assim. Mais fácil ainda será a partir do dia 19 de agosto, quando começa a propaganda eleitoral gratuita. Muita gente vai mentir, mas sempre haverá quem diga a verdade. Aliás, é bom que se diga: a verdade sempre aparece.

















Nenhum comentário:

Postar um comentário