quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Morre um pouco da renovação

O homem que morreu ontem foi embora jovem, mas deixou uma trajetória política de resultados positivos não somente para seu Estado de origem, Pernambuco, como para a história desse país.


Candidato à Presidência da República ao lado de Marina Silva, Eduardo Campos era a esperança de renovação. De uma família de peso político, os Arraes, Eduardo nasceu iluminado. A boa referência familiar também fez dele o marido de Renata e pai de cinco filhos, entre eles Miguel, de apenas sete meses.


O homem que aos 29 anos foi eleito deputado federal, já havia abdicado antes de uma vida confortável nos Estados Unidos para estar ao lado do avô, Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco. No governo Lula, tornou-se ministro da Ciência e Tecnologia, aos 39 anos. Dali para o Governo de Pernambuco foi um pulo. Eduardo era um fenômeno. Foi reeleito com 83% dos votos e tornou-se o governador com maior índice de aprovação do país.


Em outubro do ano passado, resolveu que seria candidato a presidente e, desde então, passou a lutar por seus projetos inovadores, a fim de transformar em realidade o que para o Brasil seria uma renovação. Com a morte precoce de Eduardo Campos, aos 49 anos, vítima de uma tragédia que até agora nos deixa perplexos, morre um pouco o sonho de mudança de um país que sente necessidade de mudar, de se reinventar. Eduardo era uma promessa que, infelizmente, não se cumpriu.

















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