Até setembro, mais 364 trabalhadores deixarão a informalidade para se tornarem microempreendedores. É que, depois da Galeria Espírito Santo, a Prefeitura de Manaus acelera os trabalhos de conclusão das obras da primeira etapa da segunda Galeria Popular, a dos Remédios, localizada na rua Miranda Leão, Centro. Com os 326 ex-camelôs já beneficiados com o primeiro empreendimento, o Município chegará ao total de 690 pessoas que não voltarão a trabalhar nas calçadas.
De acordo com o prefeito, Arthur Neto, as obras estão dentro do cronograma estabelecido, mas ele considera necessária a inspeção diária para que o empreendimento seja entregue o mais rápido possível. “Vamos pedir que a empresa aumente o número de trabalhadores na obra porque tenho pressa. Minha pressa é a pressa dos camelôs, que precisam aproveitar esta nova etapa e, assim, crescer na vida”, destacou.
De acordo com o secretário do Centro, Glauco Francesco, a Galeria dos Remédios possui quatro andares mais um mezanino. O empreendimento está sendo preparado para oferecer 6 mil metros quadrados de área e vai alavancar ainda mais o processo de revitalização do Centro.
O local oferecerá 14 guichês para a venda de passagens fluviais e sete lanchonetes, com praça de alimentação. Também estão incluídos no projeto boxes para serviços de manicure, salão de beleza, farmácia, posto do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) e 12 banheiros projetados com acessibilidade total para portadores de necessidades especiais (PNE).
“Estamos pensando em deixar um mirante no último andar que vai possibilitar aos visitantes uma vista mais ampla de vários pontos turísticos de Manaus. É uma obra magnífica e que também ficará muito bonita”, disse o prefeito.
O projeto da Galeria dos Remédios é de autoria da equipe do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), que também assina os projetos e plantas das outras duas galerias populares definitivas. Os investimentos na Galeria Espírito Santo são de R$5.652.960,77, e na Galeria dos Remédios, de R$7.939.280,52.
Mais 364 camelôs do Centro deixarão a informalidade
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