O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), disse nesta segunda-feira, dia 11, que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, contra a liberalização da maconha e descriminalização do aborto. É também a favor de estabelecer imposto para as grandes fortunas e contra a revisão da Lei da Anistia.
Essas questões fizeram parte do “pinga-fogo” a que os jornalistas de um site nacional submeteram o candidato na sabatina, que durou uma hora. Campos disse também que é a favor pela obrigatoriedade do voto e contra a união das polícias civil e militar. É também contra o ensino religioso nas escolas, por entender que religião tem que ser aprendida nas igrejas.
Durante os 45 minutos de duração da entrevista, Eduardo Campos insistiu que a economia precisa mudar, com mais crescimento e menor inflação. “Felipão fez o 7 a 1 no campo e a Dilma fez o 7 a 1 na economia, com 7% de inflação e 1% de crescimento. Isso precisa mudar, com a inflação voltando ao centro da meta, em 4,5% e depois chegarmos aos 3%, que é uma inflação que outros países da região, como Chile e Colômbia já tem”, disse Campos.
Para ele, o PSDB e PT já estiveram no poder nos últimos anos e já fizeram o que podiam ter feito, mas hoje “não compreendem o pais que ajudaram a mudar e por isso nos apresentamos para implantar uma nova pauta para o país”, disse Campos.
Quando lhe foi perguntado qual era a política para desenvolvimento do Nordeste, Campos defendeu o programa Bolsa Família. “O Nordeste tem 28% da população, 13% do PIB brasileiro, mas tem 50% dos pobres deste país. Por isso, o Brasil precisa voltar a crescer para podermos melhorar as condições de vida dessa população. A política do Bolsa Família foi importante e uma conquista, mas não vamos resolver a situação do Nordeste apenas com o Bolsa Família. Temos que melhorar a educação para a região, melhorar as condições da hidrovia do São Francisco e não permitir que os juros dos empréstimos do fundo de desenvolvimento para a região sejam mais altos do que os juros cobrados pelo BNDES”, disse Campos.
O socialista voltou a dizer que vai reduzir o número de Ministérios para algo como 20 ou 22, mas não disse quais vai reduzir. Hoje são 39 ministérios. Ele defendeu a criação de um fundo nacional para o financiamento do passe livre para estudantes das escolas públicas. Segundo ele, se for eleito, vai criar um fundo com participação do Tesouro e com pelo menos 10% de contrapartida dos estados e municípios.
Eduardo Campos se diz a favor do casamento gay
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